Arquivo do mês: abril 2009

Sobrenatorale di Alamedanezzi

O reloj marca 42 minutos da segunda etapa em Santiago.

A hinchada local é pura festa.

Apertada num canto pequeno de mais de 8 milhões de metros quadrados, a torcida brasileira se espreme em apreensão.

Seu time tem um jogador a menos. E precisa da vitória. 

Seu camisa 10 tem a bola na intermediárea.

Ele balança em frente ao marcador, pra esquerda, pra direita, cabeça baixa. De repente, chuta.

Um chute despretensioso, sem olhar, que parece fraco.

Mas a bola, inexplicavelmente, resolve afrontar a lei da gravidade e ganha altura.

Como que se erguida por um fio invisível, num teatro dos sonhos alviverde.

Muñoz, o goleiro chileno, a segue com os olhos.

Quando percebe que ruma em direção ao seu ângulo esquerdo, é tarde.

Ele salta, mas a bola, ainda se recusando a cair, como que flutuando num último esforço heróico, toca na palma de suas mãos e encontra as redes.

Um golaço.

De Sobrenatural de Almeida, diria Nelson Rodrigues.

De Sobrenatorale di Alamedanezzi, peço licença eu.

De Cleiton Xavier, dirão os jornais brasileiros e chilenos.

Arrepiando os pêlos do braço deste corinthiano fanático que vos fala.

Porque o Palmeiras vence – heresia! – a la Corinthians.

Que me desculpem os amigos da academia.

Que me desculpem os amigos fiéis.

Mas o gol palmeirense trespassou os limites da rivalidade e me pôs contente.

Assim como o gol de Ronaldo domingo, tenho certeza, alegrou muitos dos que não vestem alvinegro.

Quando o agora relógio marca 47, o sorriso de São Marcos ao buscar a bola para bater o que será provavelmente seu último tiro de meta na noite diz mais do que qualquer manchete ou texto – incluindo este – poderá dizer hoje.

É o sorriso da superação. Do último minuto. Do inexplicável.

Que nós, alvinegros, tão bem sabemos portar.

E que os amigos alviverdes, com certeza, se orgulharão de exibir hoje pelas ruas.

Um sorriso que só o futebol, essa tragédia grega dos tempos modernos, essa narrativa da vida como ela é, é capaz de proporcionar.

Anúncios

12 Comentários

Arquivado em rivalidade

De volta de novo

Depois de um tempo necessário parado para concluir minha tese de graduação,”Geografia(s) do futebol contemporâneo em São Paulo: Espaços do jogar e do torcer na metrópole”, defendida na última sexta-feira e que pode ser baixada aqui, retomo as atividades do blog.

Muitas coisas que mereciam minha atenção passaram e não foram comentadas, notadamente os clássicos e a continuação dos 10% – ou melhor, a diminuição para 6% – dos ingressos para a torcida visitante. 

Pretendo em breve fazer um post retomando alguns pontos que acho importantes. Hoje, porém, para me ater aos acontecimentos recentes, reproduzo o bom texto do Casa do Torcedor sobre o Santos x Corinthians de domingo:

TERÇA-FEIRA, 28 DE ABRIL DE 2009

Vim, (pouco) vi, venci

A Vila Belmiro concebeu Pelé, o maior jogador da história do esporte coletivo mais popular do mundo. E no último domingo abriu espaço para a saudação de uma majestade visitante, ingrata aos mais acalorados, aceitável aos santistas mais amenos, que privilegiam mais a modalidade como um todo. Para nós, corintianos que ali vimos in loco mais uma provação de Ronaldo Nazário, um enredo indescritível.
Tecer mais palavras sobre as duas obras primas do Fenômeno, a segunda mais inimiginável aos mortais – talvez Edson, dos seus camarotes, tenha achado normal -, não é necessário. Estabeleçamos, aqui, o propósito desse nosso espaço. Falemos, então, das condições do espaço aos visitantes – onde fiquei, ao lado dos aproximadamente mil outros fieis – e do tratamento da Polícia local.

Começemos pelo último. E com menção positiva, tal qual ocorrera aosrivais alviverdes quando se fizeram presentes no estádio santista, pelas semifinais do Estadual, na voz de meu amigo Emerson Fávaro.

À distância, já que não desci a serra junto às organizadas em seus ônibus, vou direcionar o olhar ao que rolou lá dentro. Espaço apertado para os corintianos, mas nenhuma ocorrência mais grave, aparentemente. Fim de jogo, mais de uma hora de espera, no escuro, procedimento comum na Baixada. Não havia possibilidade de deixar tal quadrilátero, sequer para ir ao banheiro. Entretanto, não presenciei nenhuma revolta mais exacerbada. Talvez Ronaldo tenha relevância nessa condição.


Condição do banheiro masculino destinado aos visitantes não é dos melhores. Mas também nem um pouco diferente do que se encontra em outras praças da capital, como Pacaembu e Morumbi, por exemplo 

Problema, sim, é entrar no mesmo. A passagem para o “urinol” é baixa e apertada. Em uma situação emergencial e de tumulto, podem ocorrer dificuldades e acidentes

Aí vamos a campo. Ronaldo. Quem viu, viu. Mas mesmo quem lá estava, teve dificuldades de ver. Pois o ponto-cego promovido pela grade que separa os visitantes (no caso, os corintianos) dos santistas, na arquibancada superior do Urbano Caldeira, impossibilita a visão de boa parte da grande área e do lado direito do gramado.
De onde estava, por exemplo, só soube que os anfitriões diminuíram o placar porque, óbvio, houve a catarse da maioria, e Felipe se rebatia no chão, lamentando a sua participação no tento.

Olhando para baixo, e para frente, vê-se o gol. Mas a ponta esquerda do ataque…

No mais, situações normais. Que, é verdade, não devem – ou não deveriam – ser tratadas dessa forma. Não há assentos, muito menos numeração, a estrutura e disposição dos degraus é precária, com iminentes possibilidades de quedas para o lance inferior, em especial nos momentos de comemoração. São raros os ambulantes que passam vendendo. Água. Bastaria. Mas foi difícil. Assim é Corinthians, né?

1 comentário

Arquivado em estádio

Seu Cido

Em razão do falecimento, na noite desta quarta-feira, aos 61 anos e em razão de um derrame, de Seu Cido, colega de trabalho bastante querido, reproduzo aqui novamente o texto sobre ele postado em 12 de novembro do ano passado em meu blog pessoal.

Cido, todos se vão um dia; só aqueles com caráter e carisma ficam pra sempre.

Saudades de seu colega de trabalho e de histórias da várzea.

***

Seu Cido

Aqui onde trabalho tem um senhor, o Seu Cido, que vem de vez em quando.

Deveria estar aposentado já, mas aposentar significa perder quase metade do salário, então…

Aí esses dias ele começou a falar de futebol.

Do time que tinham por aqui quando eram do FUNRURAL (aquela instituição feita pra aposentar cabos eleitorais com doze aposentadorias diferentes, uma por cada cidade em que atuava, que funcionou de 76 a 79, lembram?).

E não é que o seu Cido era meia-esquerda, dos bons?

Fiquei quase 30 minutos ouvindo as suas histórias.

Histórias de um outro tempo, do trabalho e do lazer, que permitiam outras relações.

Histórias apaixonantes, que me lembram as da minha avó – como podemos deixar nossos idosos abandonados como deixamos quando são eles a nossa história viva, muito mais que os livros institucionais das escolinhas da vida?

Seu Cido, quando jovem, lá em São José do Rio Preto, chegou a treinar com os profissionais do Rio Preto. “Mas eu gostava era de jogar bola, aquilo era muito rígido, tinha massagem nos joelhos, laranjinha” (pra chupar antes dos jogos). E de ir aos jogos do América, na primeira divisão, “pra ver o Santos, o Palmeiras, o Corinthians” – e ainda tem gente que defende o fim dos estaduais… 

Deviam propor é o fim do profissional logo, “que isso aí, hoje, com essas bolas levinhas, essas chuteiras coloridas, isso virou palhaçada”.

Seu Cido gostava mesmo é da várzea.

De bater faltas da meia-lua, que ele treinava desde criança, com traves de zinco que improvisava no muro de casa – “escolinha de futebol? Eu aprendi a chutar com os dois pés no muro de casa e essa molecada hoje não sabe nem cruzar uma bola”…

Faltas que surpreenderam o goleiro do Brasil da Mooca, melhor time da várzea na época, quando o time do FUNRURAL, com seu uniforme alviverde (”mas a camisa era branca, que verde eu não usava”, disse o corinthiano Seu Cido), foi visitá-los e acabou vencendo por 2 x 1.

“Um grande time, a gente tinha”. 

O mesmo do ex-profissional Toninho Vanusa e do grande central Waldemar com suas bombas de falta.

Que jogava de segunda a sábado, entre o campo e o salão. “Eu macetava melhoral com café pra aguentar, mas não faz isso não, que é ruim pro coração”.

Que enfrentou e venceu o Botafogo da Penha, com mais um gol de falta do Seu Cido, que contou com a honestidade do goleiro, já que a bola passou por um buraco da rede “e o juiz não quis dar o gol não”.

Mas lembrança mesmo Seu Cido tem dos jogos de semana à noite, “os refletores todos ligados”, principalmente contra o time do INPS, “que tinha um uniforme azulão”. Ganharam deles “duas vezes, uma no campo deles na Mooca, 1 x 0, e outra lá em Interlagos, que eles não quiseram jogar na Mooca, 5 x 1, o Waldemar fez até um gol de pênalti, que ele adorava fazer gol de pênalti e falta”. 

É, zagueiro, quando tem chance, tem que aproveitar.

Aliás, zagueiro dos bons, “que era difícil passar daquela zaga viu, e sem apelar eles jogavam”.

E não jogavam em casa?

“Não, a gente gostava mesmo era de rodar”.

Até que aos 45 (cabalisticamente), Seu Cido parou. Suas pernas já não aguentavam mais. 

A conversa acabou e eu fiquei aqui imaginando Seu Cido jovem, com o uniforme “que eu mesmo desenhei o escudo, devo ter em casa, vou trazer pra você”, jogando contra o time dos funcionários da FEBEM, “num campo bonito, gramado, grande”, ao lado do meia-direita “inteligente, envolvido com esses negócios de greve, mas que usava muita bolinha viu, mas a gente fez ele parar”, ganhando “uns troféus grandes, viu, bonitos, tenho foto lá em casa, você vai ver”.

Época em que a vida de trabalhador era dura, mas era vida, e o futebol era rude, mas era festa pra todos, e não só pra alguns.

Quando o time do FUNRURAL, indo jogar salão de terça-feira contra o Primeiro de Maio do Tatuapé, escutava sempre dos adversários, ao fim do jogo, perdendo ou ganhando:

– Amanhã vocês vem de novo, né?

Saudades românticas do que eu nunca vivi?

Não, não.

Inspiração pro que eu ainda tenho por viver.

1 comentário

Arquivado em memória

Morumbi penhorado?

Encontrei o texto abaixo na internet. Não me lembro de ter escutado nada sobre o assunto.

Alguém aí escutou?

Lembrando o que o leitor inteligente já sabe, mas que sempre é bom avisar: as opiniões do entrevistador e do entrevistado não são necessariamente as opiniões deste blogueiro.

Morumbi foi penhorado: mídia protege São Paulo?

publicada em quarta, 01/04/2009 às 17:34 e atualizado em quinta, 02/04/2009 às 16:26

 

Luiz Rodrigo Lemmi é advogado e corinthiano. Ou, seria melhor dizer na ordem correta: é corinthiano e advogado.

Ele descobriu que o Morumbi (aquele estádio construído graças aos favores do governo paulista durante a ditadura) foi penhorado pela Justiça. Só que ninguém ficou sabendo!

Isso realmente é impressionante porque não li absolutamente nada na imprensa a respeito desse fato, o que destoa completamente do comportamento da mídia quando um fato semelhante ocorreu no Corinthians e todos os jornais noticiaram fartamente o episódio”, diz o advogado.

Leitores escrevem para lembrar que , na época, o caso  da penhora foi citado – sim – na imprensa. Mas, não passou disso: uma ou outra citação, que logo desapareceu nos desvãos da imprensa esportiva. Por isso, creio que a tese do advogado Luiz Rodrigo segue válida.

Nos anos 70, lembro de ver Luiz Rodrigo nas arquibancadas do Pacaembu, acompanhado pelos 3 irmãos e pelo patriarca da família, Léo. Todos corinthianos.

Eram os tempos do longo jejum de títulos corinthiano. Os Vianna e os Lemmi sofriam juntos no Pacaembu.

Sabe-se lá porque, a família Lemmi tinha mania de ir ao estádio com um rádio daqueles antigos, de mesa. Não era rádio de pilha, era um rádio imenso mesmo. Creio que era uma forma de garantir que nenhum dos irmãos teria a coragem de atirar o rádio (valioso) na direção do bandeirinha.

Depois, nos anos 80, fui várias vezes com o Luiz Rodrigo acompanhar as vitórias do Corinthinas na época gloriosa do doutor Sócrates. O São Paulo F. C. era nosso freguês, coitado. Como esquecer o gol de Biro-Biro no meio das pernas de Valdir Peres, na final de 82?

Luiz Rodrigo virou um bom advogado, pai de família, um homem ponderado. Menos no futebol. Ele mantém um grupo de discussão na internet, formado só por corinthianos. E foi ali que tomei contato com a informação: o São Paulo F. C. teve seu estádio penhorado em 2006!

A seguir uma entrevista em que ele comenta o caso. E, depois, cópia da página nos autos em que consta  penhora do estádio.

(E) Doutor Luiz Rodrigo Lemmi, essa penhora do estádio do Morumbi está em vigor? Ou o São Paulo F. C. conseguiu suspendê-la?
– O  andamento do processo não está atualizado na net; seria necessário ir até o fórum para ver o atual andamento do processo; por isso não posso assegurar que o São Paulo não tenha se acertado com o reclamante; o que posso assegurar é que o Estádio do Morumbi foi penhorado em julho de 2.006 na execução de uma dívida trabalhista de aproximadamente R$ 2.000.000,00 em favor daquele zagueiro argentino Ameli.
 

(E) O Morumbi corre risco de ir a leilão?
– Acho pouco provável pelo montante que está em discussão; mas em tese é possível.

   
(E) O fato foi divulgado pela chamada grande imprensa? Foi diferente da penhora do Parque São Jorge, não?
 – Isso realmente é impressionante porque não li absolutamente nada na imprensa a respeito desse fato, o que destoa completamente do comportamento da mídia quando um fato semelhante ocorreu no Corinthians e todos os jornais noticiaram fartamente o episódio.
   
(E) Como advogado e corinthiano, você chega a se surpreender com a diferença de tratamento dado ao São Paulo F.C. na mídia brasileira (paulista, sobretudo)?
– Fico realmente impressionado; não consigo entender o que leva a uma diferença de tratamento tão brutal assim; sempre que acontece um fato negativo relativo ao São Paulo, aparece um jornalista para defender (pode observar!); e no final das contas a “leitura” que a mídia faz do fato acaba “absolvendo” o São Paulo, que fica com a sua imagem preservada; e o extremo oposto é o que ocorre com o Corinthians.
   
(E) Qual o motivo para se preservar, sempre, a imagem do São Paulo? Há muitas pessoas que dizem que haveria ligações estreitas do São Paulo com a maçonaria, o que teria permitido, por exemplo, a doação do terreno onde se construiu o estádio do Morumbi. O que sabe sobre isso?
– Exatamente sobre isso não tenho muito a dizer; o que digo apenas é que existe uma força desconhecida que trabalha a favor do São Paulo e contra o Corinthians; o São Paulo, ao contrário do Corinthians e do Palmeiras, não é um time que surgiu naturalmente; tenho a nítida impressão de que o São Paulo é um projeto de um grupo de pessoas que visa conquistar o poder que existe no futebol; note que engraçado: na década de 50 o São Paulo não tinha torcida; o que fez a diretoria do São Paulo planejar naquela época a construção do maior estádio particular do mundo? Sem dúvida que, do ponto de vista de marketing, a idéia é boa: com um estádio daqueles o time nunca vai ser pequeno; mas não faz o menor sentido construir um trambolho daqueles se você não tiver uma torcida para enchê-lo; então, acho que o São Paulo é um projeto de um grupo que, friamente e sem paixão alguma, planeja para conquistar a parcela de poder que existe no futebol brasileiro (e que não é pouca!).

fonte: http://www.rodrigovianna.com.br/sua-palavra/morumbi-foi-penhorado-midia-protege-sao-paulo

1 comentário

Arquivado em estádio, sociedade

De volta

Estive na Argentina e não escrevi por aqui.

Aos poucos vou retomando os textos, até porque há muito o que falar: Corinthians x Santos e a confusão com a PM, a experiência que tive na Bombonera, esse tal “RG do torcedor” e por aí vai.

Por enquanto, pra recomeçar, um texto do amigo Vinícius Favela, palmeirense que presenciou uma cena comprovadora de como usamos nossos jogadores e jogamos fora quando não servem mais.

Torcedores deveriam lutar para que seus clubes não deixassem a memória de seus ídolos, que construíram sua história, se transformassem em puro discurso sem ação, do tipo que deixa o ex-jogador desamparado quando ele mais precisa.

Leiam.

Uma cena emocionante… e lamentável.

 por Vinícius Favela

Ontem, terça-feira, fui mais uma vez nessa temporada ao Palestra Itália assistir ao jogo do Palmeiras junto com meu irmão mais novo.

Não como de costume, cheguei bem cedo (às 17h00min, sendo que o jogo iniciava às 19h30min), comprei meu ingresso e, como estava muito cedo, fui à loja oficial do Palmeiras que tem no próprio Palestra. Estava lá vendo as coisas e, de repente, vejo uma pessoa que não me parecia estranha. Quando ela vira de frente, não tinha como não reconhecer: Amaral, ex-coveiro e jogador do verdão.

Pra minha surpresa, ele estava comprando uma camisa do Palmeiras:

 – Amigo, você tem a número 8? Eu quero escrever meu nome também.

 Fiquei observando e, meio confuso, falei pro meu irmão ir lá tirar uma foto com ele. Era só um pretexto, afinal, fiquei confuso com a cena e questionei-o:

 – Oi Amaral, tudo bem? Você está comprando uma camisa do Palmeiras?

– Opa, eu estou sim…

 Permaneci em silêncio por alguns instantes e o vi pegando o seu cartão de crédito:

 – Amaral, você vai…. É…. Hum… Pagar a camisa?

 Ele me olhou meio desconfiado e tão confuso quanto eu e disse:

 – Sim… Por quê?

– Por que!?!? Bom… Nada, deixa pra lá.

 E fui embora, pensando que um cara como o Amaral precisa ir numa loja e comprar uma camisa do Palmeiras pra ele. Fiquei emocionado pela sua atitude, pensando que ele realmente deve ser Palmeirense, porém, indignado por ele precisar comprar uma camisa pra usar… É lamentável como os ex-jogadores (de qualquer clube) são tratados.

O Palmeiras deveria dar, no mínimo, uma camisa sempre que o Amaral pedisse.

2 Comentários

Arquivado em estádio, memória, sociedade