Arquivo do mês: setembro 2009

Basílio lá em casa

Achei a reportagem em que levaram o Basílio na minha casa. Mostram meus bichos (Preta, Branca e Boquita), falam das cinzas de meu pai que joguei no Pacaembu e depois ele aparece de surpresa lá.

Tem também um cara que tatuou o Túlio Maravilha (e levaram o Túlio no estúdio de surpresa enquanto ele tatuava) e outro que tatuou o Rogério Ceni.

E tem ainda um que ia tatuar o Fernandão mas desistiu porque ele foi pro Goiás, hahaha.

Vejam:

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Fotos da Zica

Aí está a Zica, a gatinha que eu encontrei domingo no Pacaembu.

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Paixão mercenária

Texto da Lelê, que é tão foda que dá orgulho só de poder dizer que sou amigo dela.

http://revistatpm.uol.com.br/blogs/eneaotil/2009/09/21/paixao-mercenaria.html

Paixão mercenária

Tuca,

Li sua justificativa por aí para processar o Corinthians por conta do uso da sua música. Ainda assim, não consigo te enxergar diferente do que um cara malandro que quis enriquecer por conta de uma música boa.

“Desde que a música que compus começou a ser cantada nas arquibancadas, 10 em cada 10 pessoas que vinham conversar comigo perguntavam se eu tinha registrado e se havia ganho algum dinheiro. Ao responder negativamente, sempre tinha que ver na cara da pessoa que ela me achava um otário.”

Esse seu primeiro argumento me fez ter vontade de nem ler o resto. Porque ele me faz pensar que você, além de viver rodeado de gente mal intencionada, acionou o Corinthians para provar para essa gente que você não é otário. Que você é sujeito macho, espertalhão. Aquilo que chamam de autoafirmação.

Só que quem ficou com cara de otário foi toda uma nação que fez da sua música um hino e saiu cantando por aí, tatuando no braço, nas costas. Que acordou e que dormiu assoviando-a tantas vezes, que se denominou mais um louco do bando, sem saber que alguém, quase um ano depois, cobraria R$ 700 mil do Corinthians por conta disso.

Entendo que é um direito seu registrar a música neste país de malandros onde todo mundo quer tirar vantagem. Deveria ter feito isso antes de milhões de corinthianos comprarem a sua camiseta. Porque a gente se sente lesado, sabe? Veja bem, eu, corinthiana, costumo comprar minha camiseta oficial para reverter o dinheiro ao clube, mesmo sabendo que muitas vezes ele é mal gerido pela diretoria. Se você, autor da música, tivesse produzido as camisetas e montado uma banquinha na porta do Pacaembu, muito provavelmente eu não teria comprado, apesar de a idéia ser realmente muito boa. Outros tantos pensam como eu e, muito provavelmente também, você teria arrecadado uns R$ 200, depois de vender a camiseta para a sua mãe, sua namorada e seu melhor amigo.

Você fez o processo inverso. Lançou a música, viu a proporção que tomou e agora quer comprar um apartamento duplex em Higienópolis, para ficar mais perto do Pacaembu. O dinheiro que eu gastei com a minha camisa não será revertido para o clube, portanto é isso que faz o corinthiano se sentir traído.

Ter escrito uma música de arquibancada não te faz um compositor, não te iguala ao Jorge Ben, ao Gilberto Gil e aos Racionais. Quando eu compro um CD desses artistas, eu sei para onde, exatamente, o meu dinheiro está indo. Se você acha que tem talento para a música, siga esse caminho e aí eu decido se compro ou não o “The Greatest Hits Of Tuca”. Se você acha que tem um talento para o marketing, cria um projeto e pede um emprego no Corinthians ou na Nike.

O que não dá é para ser torcedor profissional. O prêmio para um torcedor que sofre pra comprar um ingresso, que é maltratado na entrada do estádio, que tem que arcar com suas despesas, que só perde dinheiro com o futebol (e não ganha) nem é, por exemplo, o mínimo de conforto. Isso é direito. O prêmio para um torcedor é um gol bonito, aos 46 minutos do segundo tempo, fazendo o Corinthians ganhar de virada. Isso é um prêmio.

Acho que ainda dá para reverter essa situação. Já que a música é sua, fica com ela. Ou, se continuar processando o Corinthians e ganhar os seus R$ 700 mil (coisa que não acredito porque tenho certeza de que você não pediu autorização para o clube para usar o nome do mesmo), contrata um centroavante bom para colocar no lugar do Souza.

Sem mais,

Leonor Macedo

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A Zica do Pacaembu

Domingo, saindo do Pacaembu com uma amiga com a cabeça cheia pela goleada sofrida, coisa que há muito não via acontecer em casa, reparamos num amontoado de gente apontando pra um cantinho junto à parede. Passo olhando pra ver o que é e qual não foi minha surpresa ao constatar que havia um pequeno gato acuado junto a uma dobra no muro.

Agachei e tentei tocá-lo, mas o bichano estava com muito medo e tentava me atacar. Aos poucos, fui ganhando sua confiança, e fiquei ali uns bons 15 minutos sentado no chão fazendo-lhe carinho. Enquanto isso, esperava o estádio esvaziar e protegia o pequeno animal da curiosidade de crianças pequenas – que poderiam facilmente ter tomado uma bela unhada – e de marmanjos e donzelas que exprimiam, cada qual a seu tom de voz, “oooooooun, um gatinho”.

Uma delas, inclusive, alertou para o fato de que provavelmente era uma gatinha, uma vez que tinha três cores e machos com três cores são raríssimos. Pedi a minha amiga para encontrar uma caixa de papelão em alguma das lanchonetes do estádio e, com o Pacaembu já quase vazio, me arrisquei para pegar a gatinha pelo cangote e colocá-la na caixa.

Rumando com a bichana em direção ao último portão aberto do estádio, disse à minha amiga:

– Essa já tem nome: Zica. Tirei a Zica do Pacaembu.

Cheguei em casa com minha nova companheira e tive que trancá-la no banheiro, uma vez que não sabia a reação que teriam Branca e Boquita, as gatas, e Preta, a cachorra que já tenho por aqui. Tratei de arrumar-lhe uma caixinha com pano, comida, água e um pouco da areia das outras gatas, e fui ao computador ver se encontrava algum amigo veterinário online para umas dicas.

Nesse meio tempo, nenhum veterinário online, consegui, mesmo sem ter a intenção definida de doá-la, duas potenciais donas para a Zica. E já planejava o atraso no trabalho no dia seguinte para levá-la ao veterinário.

Só que, como todo torcedor apaixonado está cansado de saber, zica não se controla tão fácil assim.

Do quarto, ouvi um barulho na área e fui ver o que passava. Era ela.

Tinha forçado o trinco quebrado da janela do banheiro, a qual eu tinha deixado meio aberta para que entrasse ar, e fuçava pela área amedrontada pela Preta, que não queria mais do que cheirá-la, e pela novidade do lugar desconhecido.

Me aproximei e a Zica pulou na janela. Como já tenho animais em casa, entretanto, as janelas tem rede. Mas Zica é pequena e esguia e se enfiou entre o vidro e a rede propriamente dita. Tive que abrir a janela para tentar pegá-la, e com o movimento, por mais que eu tenha me esforçado em ser sutil, ela se assustou e passou a cabeça pela rede. Ao sentir-se presa, forçou o resto do corpo e foi-se telhadinho afora. Entrou pela janela do depósito da loja de peças automotivas que fica ao lado do meu prédio, a única saída possível daquele telhado.

Aborrecido, dormi mal, pensando apenas em bater na loja ao lado no dia seguinte pela manhã na esperança de reaver a Zica. Não poderia deixá-la correndo o risco de retornar às ruas – vai que ela volta pro Pacaembu…

Mas pela manhã descobri que o depósito tinha trocentas caixas e que a Zica provavelmente estaria perdida ali no meio. Deixei meu telefone e fui trabalhar. Só conseguia pensar na pobre gatinha assustada.

Quase no final do expediente, meu telefone toca e, pela primeira vez nas últimas 6 ligações, não é minha mãe: é o porteiro do prédio dizendo que encontraram a Zica, mas que esta fugiu de volta pro telhado e se enfiou numa caixa d’água abandonada.

Voei pra casa para ver aonde tinha se enfiado a gatinha e constatei que dali era impossível tirá-la. Por onde entrara não cabia um corpo humano, nem o meu, magro que sou. E me resignei a esperar que saísse, talvez retornasse à loja, e finalmente fosse capturada.

Até que a amiga que encontrou a Zica junto comigo ligou e disse que sua mãe tinha uma armadilha para gatos. Consistia numa gaiola em que jazia dependurado um pequeno gancho onde se podia prender um pedaço de carne de modo que, quando o gato o mordesse e puxasse, a gaiola se fecharia. Içei a armadilha terraço do prédio abaixo até o telhadinho e deixei ela lá.

De 17h30 até 22h ouvia a gata miar. Devo ter incomodado o porteiro pedindo para entrar no porão do prédio, onde ela dificilmente estaria mas podia estar, umas quinze vezes, e nada. De 20 em 20 minutos olhava pela janela e a carne estava lá, pendurada. Precisava me distrair.

Fui ver televisão, entoando mentalmente como se fosse escanteio para o adversário no Pacaembu:

– Sai, Zica! Sai daí!

Até que, telefone em punhos, enquanto conversava com uma amiga aniversariante*, vejo a Preta correr até a área e escuto um miado mais forte. Fui olhar e era a Zica: tinha caído na armadilha!

A fome havia vencido o medo da bichana, assim como a fé da torcida (quase) sempre vence as cabeçadas à meta de nosso arqueiro durante os jogos.

Subi com ela de volta ao banheiro e dessa vez fechei bem a janela. Não só a de lá mas todas as da casa. E tratei de alimentar a danada, que com a comida ficou um pouco menos arisca e até me deixou pegá-la no colo.

Ainda não sei se vou ficar com ela, vai depender da aceitação do resto da população animal que comigo habita. De certa forma seria interessante que fosse domada e por aqui ficasse. Conviver com a Zica antecipadamente seria um bom treinamento prévio para a Libertadores 2010. Mas caso não dê certo, com certeza a gatinha irá para as mãos de alguma companheira de arquibancada, das duas que já se interessaram pela bichana.

Porque com a Zica, você sabe, tem-se que ter muito cuidado.

Ainda mais às vésperas do centenário.

E ninguém melhor pra cuidar da Zica do que quem já está mais do que acostumado com isso, anos e anos fazendo parte da massa sofredora que não à toa é conhecida a todo lado por Fiel Torcida.

***

*A Zica do Pacaembu, em homenagem à aniversariante Renata, que comigo falava ao telefone quando a bichana finalmente caiu na armadilha, levará seu nome como sobrenome. De forma que nos próximos jogos, no lugar do “sai, zica!” de sempre, gritarei com toda a certeza do mundo de que a bola irá pela linha de fundo:

– Sai, Renata!

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Idário

Perdemos Idário hoje. O Deus da Raça. Campeão de 1954. Que fique em paz, estará para sempre em todos os corações corinthianos.
Estava internado na Baixada Santista, com um AVC. Queria que seu velório fosse no Corinthians, mas a diretoria do clube negou-lhe o pedido.
O Corinthians fala, graças a iniciativa de Basílio, em criar um fundo de amparo aos ex-atletas, com 2% das bilheterias dos jogos tendo esta destinação. Seria o mínimo a fazer. Tratam-se de trabalhadores.
Por vezes o glamour das grandes estrelas nos ofusca a realidade de que a imensa maioria dos jogadores e ex-jogadores de futebol são trabalhadores mal pagos, explorados e sem quase nenhum direito trabalhista. E o futebol ainda se apresenta enquanto imagem para grande parte da molecada como solução para a crise do trabalho, saída de uma vida de cansaço e exploração. Uma minoria consegue, e a mídia se encarrega de transformá-la em regra pétrea.
Triste a forma como se foi Idário, e como se foram tantos outros. O Corinthians deveria fazer um minuto de silêncio eternamente por ele.

Perdemos Idário hoje. O Deus da Raça. Campeão de 1954. Que fique em paz, estará para sempre em todos os corações corinthianos.

Estava internado na Baixada Santista, com um AVC. Queria que seu velório fosse no Corinthians, mas a diretoria do clube negou-lhe o pedido. Não por uma questão pessoal, é política da diretoria atual não realizar mais velórios na Capelinha do clube.

O Corinthians fala, graças à iniciativa de Basílio, em criar um fundo de amparo aos ex-atletas, com 2% das bilheterias dos jogos tendo esta destinação. Seria o mínimo a fazer. Tratam-se de trabalhadores.

Por vezes o glamour das grandes estrelas nos ofusca a realidade de que a imensa maioria dos jogadores e ex-jogadores de futebol são trabalhadores mal pagos, explorados e sem quase nenhum direito trabalhista. E o futebol ainda se apresenta enquanto imagem para grande parte da molecada como solução para a crise do trabalho, saída de uma vida de cansaço e exploração. Uma minoria consegue, e a mídia se encarrega de transformá-la em regra pétrea.

Triste a forma como se foi Idário, e como se foram tantos outros. O Corinthians deveria fazer um minuto de silêncio eternamente por ele.

(imagens retiradas do site da Larissa Beppler)

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Tuffy

Retirado de http://www.douglasnascimento.com/blog/tuffy-um-goleiro-que-nao-podemos-esquecer/

(por Douglas Nascimento)

Tuffy, um goleiro que não podemos esquecer

Dizem que no futebol a posição mais ingrata é a de goleiro. Defender as metas de um time pode ser tão delicado quanto lidar com taxas de juros do banco central, qualquer descuido pode ser catastrófico.

E ser goleiro significa ser um jogador de dois extremos. Uma sequência de defesas espetaculares pode fazer deste um herói, por outro lado se falhar cai em desgraça.

Esta tão instável posição de já revelou no passado inúmeros talentos, tanto ou mais que nos dias de hoje. Vimos pisar nos gramados homens como Gilmar dos Santos Neves, Oberdan Cattani, Manga, Félix e Caxambu, só para citar alguns nomes mais conhecidos. Hoje a geração de goleiros consagrados atende pelos nomes de Rogério Ceni, Marcos e Júlio César, entre outros.

Mas muito antes de todos estes goleiros do passado e do presente sequer pensarem em serem consagrados, um grande jogador de nome e personalidade forte, caráter irrepreensível, e de uma segurança invejável sob as metas já defendia o gol corintiano por aí. Seu nome, Tuffy.

O Histórico:

Tuffy Neujm (ou Neugen como escrevem alguns por ai) , nasceu na cidade de Santos ainda no século XIX em 1898. Apesar de santista não foi no alvinegro praiano que ele começou a jogar bola, e sim na extinta A.A das Palmeiras, aos dezessete anos de idade. Ele ainda passaria por Pelotas, Santos, Sírio-Libanês, Palestra Itália, novamente Santos até chegar em seu grande auge, no Corinthians entre 1928 e 1931.

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Era apelidado pela imprensa e pelos seus adversários de Satanás, pelo seu uniforme negro, suas costeletas e por estar algumas vezes com a barba para fazer. Entre suas inovações foi um dos primeiros da posição a adotar luvas.

O Homem:

Hoje, com a facilidade de informação que temos a nossa disposição, é muito fácil sabermos de tudo que os atletas fazem. Ficamos sabendo de seus hobbies, de seus outros negócios, de suas baladas indevidas e tudo mais. Mas na época em que Tuffy disputava suas partidas isso era muito mais difícil. Fui atrás de alguns fatos curiosos sobre a vida de Tuffy que provavelmente nunca foram colocadas em pauta.

Em outubro de 1931 Tuffy publicou um anúncio de 1/4 de página no jornal “A Gazeta”, um feito bem dispendioso para um jogador de futebol na época. No seu anúncio, um apelo para que dirigentes e esportistas paulistas se unissem para auxiliar o jogador Tatu, que até pouco tempo antes deste anúncio, havia defendido a Portuguesa de Desportos e gravemente doente teve que abandonar definitivamente o futebol, chegando a passar muita necessidade.

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No anúncio, Tuffy com palavras emocionantes conclamava seus colegas a contribuirem com 10$000 (10 contos de Réis) para ajudar Tatu (apelido do atacante Altino Marcondes). A ajuda, após o apelo, foi grande mas Tatu viria a falecer meses depois, no início de 1932.

O Empresário:
Além de talentoso sob as metas, hábil nas palavras e dono de um coração bondoso, Tuffy também era um homem de negócios. Após encerrar sua carreira no Corinthians, foi proprietário do cinema Penha Teatro (alguns sites dizem ele ter sido bilheteiro de um cinema no centro, mas ele foi na realidade dono), vendendo depois , por razão que desconheço, ao Sr Antonio Rego Vieira.

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O Fim:

Em 1935, vitimado por uma pneumonia dupla, Tuffy viria a falecer. Como era desejo seu, foi sepultado com a camisa do Corinthians em seu mausoléu no Cemitério São Paulo em Pinheiros e é lá que está até hoje.

Mas poderia estar melhor, seu túmulo há muito tempo está esquecido e em situação de abandono. Descobri sua “morada definitiva” certo dia do ano passado quando fui a um enterro. O sepultamento foi na mesma rua em que vi uma pilha enorme de sujeira, folhas e alguns restos de vasos plásticos, notei o emblema no uniforme e fui mais perto ver, quando descobri que tratava-se do túmulo de Tuffy.

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Meu pai, já falecido, era corintiano e contava muitas histórias sobre Tuffy e outros ídolos da época como Grané e Del Debbio, então sempre soube de suas façanhas em campo, e ao me deparar com seu túmulo ali, sujo e esquecido fiquei muito emocionado e aborrecido.

Além disso, alguns ornamentos de sua sepultura há muito foram arrancadas. Voltei ali dois dias depois, num sábado, e limpei o local. Porém desde então nada mais foi feito.

Seu túmulo, como puderam ver na imagem acima, é bastante simples e aparentemente ele está ali sozinho. Uma foto sua com o uniforme de goleiro do Corinthians em um lado e duas placas, uma com suas datas de nascimento e morte e outra uma homenagem recebida por ele em 1936 doada por veteranos do futebol uruguaio adornam o mausoléu.

Fotografia: Douglas Nascimento

Me entristece em ver que quase ninguém se lembra mais deste grande ídolo do futebol brasileiro. Nós não reverenciamos nossos mortos, temos medo e preconceito de ir a um cemitério, quando na verdade ali é um recinto de paz.

O que este homem contribuiu para o futebol alvinegro tornar-se aos 99 anos de existência o gigante que é, pede que seja mais lembrado pelos corintianos. Fazendo uma analogia simples, se o Corinthians fosse uma casa em construção, de nada hoje adiantaria Ronaldo e Chicão fazerem o telhado, se homens como Tuffy Neujm não tivessem antes construido os alicerces.

Visitem Tuffy no Cemitério São Paulo, depositem flores em seu túmulo façam um minuto de silêncio e roguem por sua alma. Onde estiver ele estará torcendo eternamente pelo Corinthians.

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