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Espírito guerreiro

Ano passado, me lembro de ter ido com bastante entusiasmo assistir ao filme “Fiel”. Esperava ver a sala de cinema lotada. Esperava um filme emocionante.

Saí da sessão onde figuravam menos de 20 testemunhas decepcionado. Mas uma coisa, ao menos, me tocou: Danúbia.

Jovem, entre 20 e 30 anos, Danúbia era uma daquelas pessoas que deve-se ter orgulho em conhecer: mesmo com um câncer a consumindo, fazia questão de ir aos jogos no Pacaembu, ainda que sozinha.

Celebrava sua vida não abrindo mão de suas paixões.

Ainda que sua aparição no filme possa ter servido para um apelo dramático um tanto quanto forçado, o fato é que Danúbia não era o filme, era mais. Mais uma guerreira de São Jorge, lutando contra um dos piores dragões que a humanidade já conheceu.

Essa semana, o Corinthians, em mais uma impressionante prova de contra-senso, lançou uma nova camisa número 3 com uma cruz em roxo no peito.

O mesmo roxo que grande parte da torcida não gosta. Porque desrespeita a tradição – o coração é alvinegro, não tricolor.

Mas para além do fato de que essa camisa poderia ter sido feita para agradar a todos simplesmente usando o branco no lugar do roxo, sendo inclusive uma jogada de marketing muito mais inteligente, há o fato de que a nova vestimenta foi anunciada com o lema de “espírito guerreiro”.

A cruz representaria São Jorge.

Não conheci Danúbia. Creio que o departamento de marketing do Corinthians, que abaixa a cabeça para o patrocinador e teima em brigar com seu maior patrimônio, que é a torcida, também não.

Porque se conhecesse, ao invés de jogar com uma cruz roxa no peito, jogaria com uma camisa repleta de fotos dela, que infelizmente nos deixou na quarta-feira.

Seria, essa sim, uma grande homenagem à São Jorge e ao espírito guerreiro que sempre se espera do time.

Uma prova de que o clube também nos é fiel.

Palavra que carrego tatuada no braço esquerdo, com orgulho. De fazer parte da mesma nação de Danúbia.

Nação que tem muitas cicatrizes, muitas marcas. E muitas tatuagens.

Danúbia se tornou uma delas.

A Fiel, para sempre, terá seu nome inscrito no peito.

Danúbia, deixo aqui estas palavras na tentativa de lembrar.

Que a sua luta sempre será nossa.

Que nunca estará sozinha.

Como tantas outras.

Porque a Fiel tem orgulho de suas guerreiras.

Que, com certeza, entoam lá de cima:

“Nem a morte vai nos separar
Até do céu eu vou te apoiar”

Não há placar eletrônico no mundo que consiga anunciar com precisão o número de presentes nos jogos do Corinthians…

À família de Danúbia, deixo meus pêsames e um abraço, mais que necessário nessas horas.

Tenham a certeza de que o que fica, pra sempre, é a luta, não o luto.

Do companheiro de arquibancada,

Kadj Oman.

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Basílio lá em casa

Achei a reportagem em que levaram o Basílio na minha casa. Mostram meus bichos (Preta, Branca e Boquita), falam das cinzas de meu pai que joguei no Pacaembu e depois ele aparece de surpresa lá.

Tem também um cara que tatuou o Túlio Maravilha (e levaram o Túlio no estúdio de surpresa enquanto ele tatuava) e outro que tatuou o Rogério Ceni.

E tem ainda um que ia tatuar o Fernandão mas desistiu porque ele foi pro Goiás, hahaha.

Vejam:

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Fotos da Zica

Aí está a Zica, a gatinha que eu encontrei domingo no Pacaembu.

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A Zica do Pacaembu

Domingo, saindo do Pacaembu com uma amiga com a cabeça cheia pela goleada sofrida, coisa que há muito não via acontecer em casa, reparamos num amontoado de gente apontando pra um cantinho junto à parede. Passo olhando pra ver o que é e qual não foi minha surpresa ao constatar que havia um pequeno gato acuado junto a uma dobra no muro.

Agachei e tentei tocá-lo, mas o bichano estava com muito medo e tentava me atacar. Aos poucos, fui ganhando sua confiança, e fiquei ali uns bons 15 minutos sentado no chão fazendo-lhe carinho. Enquanto isso, esperava o estádio esvaziar e protegia o pequeno animal da curiosidade de crianças pequenas – que poderiam facilmente ter tomado uma bela unhada – e de marmanjos e donzelas que exprimiam, cada qual a seu tom de voz, “oooooooun, um gatinho”.

Uma delas, inclusive, alertou para o fato de que provavelmente era uma gatinha, uma vez que tinha três cores e machos com três cores são raríssimos. Pedi a minha amiga para encontrar uma caixa de papelão em alguma das lanchonetes do estádio e, com o Pacaembu já quase vazio, me arrisquei para pegar a gatinha pelo cangote e colocá-la na caixa.

Rumando com a bichana em direção ao último portão aberto do estádio, disse à minha amiga:

– Essa já tem nome: Zica. Tirei a Zica do Pacaembu.

Cheguei em casa com minha nova companheira e tive que trancá-la no banheiro, uma vez que não sabia a reação que teriam Branca e Boquita, as gatas, e Preta, a cachorra que já tenho por aqui. Tratei de arrumar-lhe uma caixinha com pano, comida, água e um pouco da areia das outras gatas, e fui ao computador ver se encontrava algum amigo veterinário online para umas dicas.

Nesse meio tempo, nenhum veterinário online, consegui, mesmo sem ter a intenção definida de doá-la, duas potenciais donas para a Zica. E já planejava o atraso no trabalho no dia seguinte para levá-la ao veterinário.

Só que, como todo torcedor apaixonado está cansado de saber, zica não se controla tão fácil assim.

Do quarto, ouvi um barulho na área e fui ver o que passava. Era ela.

Tinha forçado o trinco quebrado da janela do banheiro, a qual eu tinha deixado meio aberta para que entrasse ar, e fuçava pela área amedrontada pela Preta, que não queria mais do que cheirá-la, e pela novidade do lugar desconhecido.

Me aproximei e a Zica pulou na janela. Como já tenho animais em casa, entretanto, as janelas tem rede. Mas Zica é pequena e esguia e se enfiou entre o vidro e a rede propriamente dita. Tive que abrir a janela para tentar pegá-la, e com o movimento, por mais que eu tenha me esforçado em ser sutil, ela se assustou e passou a cabeça pela rede. Ao sentir-se presa, forçou o resto do corpo e foi-se telhadinho afora. Entrou pela janela do depósito da loja de peças automotivas que fica ao lado do meu prédio, a única saída possível daquele telhado.

Aborrecido, dormi mal, pensando apenas em bater na loja ao lado no dia seguinte pela manhã na esperança de reaver a Zica. Não poderia deixá-la correndo o risco de retornar às ruas – vai que ela volta pro Pacaembu…

Mas pela manhã descobri que o depósito tinha trocentas caixas e que a Zica provavelmente estaria perdida ali no meio. Deixei meu telefone e fui trabalhar. Só conseguia pensar na pobre gatinha assustada.

Quase no final do expediente, meu telefone toca e, pela primeira vez nas últimas 6 ligações, não é minha mãe: é o porteiro do prédio dizendo que encontraram a Zica, mas que esta fugiu de volta pro telhado e se enfiou numa caixa d’água abandonada.

Voei pra casa para ver aonde tinha se enfiado a gatinha e constatei que dali era impossível tirá-la. Por onde entrara não cabia um corpo humano, nem o meu, magro que sou. E me resignei a esperar que saísse, talvez retornasse à loja, e finalmente fosse capturada.

Até que a amiga que encontrou a Zica junto comigo ligou e disse que sua mãe tinha uma armadilha para gatos. Consistia numa gaiola em que jazia dependurado um pequeno gancho onde se podia prender um pedaço de carne de modo que, quando o gato o mordesse e puxasse, a gaiola se fecharia. Içei a armadilha terraço do prédio abaixo até o telhadinho e deixei ela lá.

De 17h30 até 22h ouvia a gata miar. Devo ter incomodado o porteiro pedindo para entrar no porão do prédio, onde ela dificilmente estaria mas podia estar, umas quinze vezes, e nada. De 20 em 20 minutos olhava pela janela e a carne estava lá, pendurada. Precisava me distrair.

Fui ver televisão, entoando mentalmente como se fosse escanteio para o adversário no Pacaembu:

– Sai, Zica! Sai daí!

Até que, telefone em punhos, enquanto conversava com uma amiga aniversariante*, vejo a Preta correr até a área e escuto um miado mais forte. Fui olhar e era a Zica: tinha caído na armadilha!

A fome havia vencido o medo da bichana, assim como a fé da torcida (quase) sempre vence as cabeçadas à meta de nosso arqueiro durante os jogos.

Subi com ela de volta ao banheiro e dessa vez fechei bem a janela. Não só a de lá mas todas as da casa. E tratei de alimentar a danada, que com a comida ficou um pouco menos arisca e até me deixou pegá-la no colo.

Ainda não sei se vou ficar com ela, vai depender da aceitação do resto da população animal que comigo habita. De certa forma seria interessante que fosse domada e por aqui ficasse. Conviver com a Zica antecipadamente seria um bom treinamento prévio para a Libertadores 2010. Mas caso não dê certo, com certeza a gatinha irá para as mãos de alguma companheira de arquibancada, das duas que já se interessaram pela bichana.

Porque com a Zica, você sabe, tem-se que ter muito cuidado.

Ainda mais às vésperas do centenário.

E ninguém melhor pra cuidar da Zica do que quem já está mais do que acostumado com isso, anos e anos fazendo parte da massa sofredora que não à toa é conhecida a todo lado por Fiel Torcida.

***

*A Zica do Pacaembu, em homenagem à aniversariante Renata, que comigo falava ao telefone quando a bichana finalmente caiu na armadilha, levará seu nome como sobrenome. De forma que nos próximos jogos, no lugar do “sai, zica!” de sempre, gritarei com toda a certeza do mundo de que a bola irá pela linha de fundo:

– Sai, Renata!

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Gaviões da Fiel, 40 anos

Pretendia escrever um texto sobre os 40 anos da Gaviões.

Porém, após ler o do Filipe no AnarCorinthians, descobri ser desnecessário.

Segue a reprodução do texto dele, simplesmente fantástico.

E VAI CORINTHIANS!

Nós Somos os Gaviões

Os primeiros uniformizados e organizados do Sport Club Corinthians Paulista chegaram às Arquibancadas deste mundão quando os Gaviões sequer sonhavam em existir.
Era a molecada na Ponte Grande, com as camisas com o círculo bordado, ou um pedaço redondo de pano costurado sobre o pano da camisa.
Depois, na Torcida Corinthiana, chegou o charuto como um símbolo.
José da Costa Martins, um dos primeiros veteranos na Torcida do Clube do Povo ainda jovem – estamos aqui na década de vinte… -, mas já Grande e Altaneiro, foi quem levou charutos no bolso, em uma tarde, para o jogo.
Daí o Coringão marcou o gol, e ele acendeu um charuto.
E ofereceu os outros para quem estava ao lado. Só que o pessoal deixava apagar.
Coringão marcou mais um; o pessoal acendeu todos os charutos, comemorando. E deixaram apagar de novo. No final, todos acenderam para comemorar a vitória…
Neste dia nascia uma mania entre os Corinthianos, um hábito festeiro a mais. Que logo se espalhou pelo estádio todo, e se transformou em Símbolo da Torcida, o charuto. Era tempo de Neco, Amílcar, Peres, Grané, Del Debbio…

Martins contou certa feita, já velhinho, um ancião do Corinthianismo: “Era um jogo importante, no tempo do amadorismo. Neco não estava escalado. Estranhamos, os tocedores reclamaram. Fomos perguntar o que estava acontecendo. Sabe o que era? Neco estava atrasado com o pagamento das mensalidades – três meses! Não ia jogar porque não estava com os recibos em dia. Não tivemos dúvida: cada torcedor enfiou a mão no bolso, fizemos um rateio, pagamos a dívida e ainda sobrou algum. Neco recebeu a camisa e jogou tudo o que sabia. Já imaginou uma coisa dessas?”

Como se vê, os Gaviões da Fiel já existiam desde a década de vinte.
Apenas não eram os Gaviões da Fiel, de Flavio La Selva eJoca, com as bandeiras, os instrumentos, os rojões.
Que tiveram a influência do veteraníssimo nadador doCorinthians, da época dos cochos e do rio borbulhante de saúde. Era o Tantã, Francisco Piciochi, calabrês sempre bem alinhado. Na década de sessenta já ia de muletas ao Pacaembu. Foi um dos que quebraram a Sede da rua José Bonifácio em 1933… E tiveram a grande influência Corinthianista de Elisa, a Mãe Preta da Fiel
Influência também de todos os que estiveram e estão sempre presentes, a Família Corinthiana
Junto de nós, sempre, os fantasmas da Ponte Grande e do velho Alfredo Schürig, Família; e isso todo Gavião tem que ter em mente.

Nós, os Gaviões, somos o que podemos chamar de milícia, uniformizada, independente, e desarmada. Nossa arma é nossa voz.
Tentam nos tirar tudo; faixa, bandeira, instrumentos. Continuamos ali.
Pois ali também estão estes fantasmas, estes Anjos da Guarda.

Nos jardins do Corinthiansexistem monumentos.
Um a Manuel Nunes, oCorinthians encarnado. E outro à Fiel Torcida. Razão de ser do Sport Club Corinthians Paulista. E todo Corinthiano, por mais que torça o nariz, entende a importância que os Gaviõestêm na Arquibancada.
Os Gaviões têm seu ninho em qualquer Arquibancada do mundo.
Lealdade, Humildade e Procedimento são valores que ninguém consegue desvirtuar. Às vezes até se ausentam, às vezes até se pode esquecer. Mas eles continuam firmes e fortes em nossos Corações.
Pois o CORINTHIANS é a razão de ser de tudo isso.

40 ANOS
de Corinthianismo


A vida institucional dos Gaviões da Fiel lembra, e muito, a infância do Clube, que este blogue tenta resgatar.
Do dia 1º de julho de 1969 até meados de 1972, a Sede mudou da rua Frederico Steidel para a Sete de Abril, depois rua Aurora, em um período de graves ameaças.
Os Gaviões nasceram pra poder reivindicar os direitos daFiel que paga ingresso sem parar…
Regalias, dinheiro, teto, tudo o que poderia roubar a independência da Torcida, foi recusado, e seguiu sendo.
Em 72, finalmente, a rua Santa Ifigênia. Uma Sede com horário de funcionamento. Um espaço para reuniões. OsGaviões cresceram enquanto Torcida.
Em 1975, aprofundando os laços de amizades, criou-se o Bloco Carnavalesco. Campeões em 76, 77, 78, 79…
Veio a Escola de Samba. O Jornal O Gavião. E os Gaviõesvoltam o Corinthians ao Bom Retiro, bem perto de onde durante todo o mês maio de 1910, numa praia do rio, se pôde ver o rastro do Cometa riscando o céu…

São quarenta anos de Corinthianismo…
Completos hoje, em um dia de LUTA!
Um dia de GUERRA, como gostamos, Família!
PARABÉNS, GAVIÕES!!!
VAI CORINTHIANS!!!

Que os Antigos Gaviões nos guiem sempre
SARAVÁ SÃO JORGE
ASÈ

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Pa(i)caembu

As primeiras lembranças que tenho do Pacaembu me colocam ao lado de meu pai, num Corinthians e Novorizontino, no Tobogã. 

Tobogã, aliás, que se tornou o palco de muitas idas. Contra Santos, Inter, Bragantino, Ponte Preta, Atlético Mineiro, Flamengo e até mesmo o São Paulo, uma vez.

Do Pacaembu guardo também na memória minha entrada em campo como mascote, em 1991, quando o primo de minha mãe, doutor Léo Vilarinho, então médico alvinegro, me levou ao vestiário, onde conheci os jogadores, tirei fotos (perdidas numa enchente da casa em que morava em Pirituba, ainda nos anos 90), entrei de mãos dadas com Ronaldo e depois subi às numeradas pra encontrar a família e assistir o jogo.

Lá, lembro claramente de virar para meu pai, quando Neto ia bater uma falta do meio da rua, e dizer:

– Pai, vou descer um pouco pra ver essa falta.

Neto ouviu, e meteu a pelota no ângulo, inapelável pro goleiro.

Nos anos 2000, já adolescente, o Pacaembu virou minha segunda casa. De início com meu pai, depois sem ele, já doente. O último jogo que vimos juntos no estádio foi Corinthians 3 x 0 São Caetano, nas cadeiras laranjas, pelos idos de 2006, campeonato Brasileiro.

Então meu pai se foi, em 25 de janeiro último, e ficou impossível ir pra casa (qualquer uma delas) sem lembrá-lo.

Nas arquibancadas, qualquer uma delas, estava ele, pulando comigo, comprando refrigerante, gritando com o juiz, empurrando o time.

E do gramado, como quem corresponde ao apoio, vinham os gols, todos devidamente comemorados com um beijo na tatuagem que leva a imagem dele.

Se havia outro lugar para além do mar, onde esparzimos parte de suas cinzas, em que ele precisava estar para ser eterno, era ali.

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Então ontem, sem bola rolando, voltei ao estádio. 

Com meu pai, como sempre.

Mas dessa vez para espalhar a outra parte de suas cinzas num espaço onde, tenho certeza, estarei sempre.

Entrei em campo e pude constatar que Eduardo Galeano estava certo: nada é mais triste que um estádio vazio.

Mesmo que em minha alma ele estivesse cheio, transbordando, de lembranças e sentimentos.

Ali, sozinho em minha própria multidão, ajoelhado junto ao mesmo banco de reservas onde se sentaram tantos ídolos nossos, dei um último suspiro e deixei meu pai pousar junto às flores do pequeno canteiro que por ali floresce.

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Para poder orientar o time junto ao técnico, como fazia das arquibancadas ou em frente à televisão.

Para gritar “vai, lateral”, “tira daí”, “toca essa bola”, “chuta! chuta! chuta!”.

Para sorrir com os golaços e chorar com as derrotas doídas.

Para fazer para sempre parte deles.

Levantei-me, então, e reproduzi a mais silenciosa versão já não-ouvida do hino do Sport Club Corinthians Paulista.

E deixei o gramado, sem vaias nem aplausos.

Sabendo que de hoje em diante, sempre que o placar eletrônico do Pacaembu anunciar o público presente, contarei em minha cabeça mais um.

Porque o vento pode tentar, pode pedir a ajuda da chuva, implorar pelos efeitos do sol; nada adiantará.

Meu pai estará sempre ali.

Eterno.

Como sempre foi.

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