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Uma volta alternativa pelo futebol europeu

O Mau, guitarra do Fora de Jogo (banda só sobre futebol que eu faço parte) e blogueiro do Santo André no globoesporte.com, acabou de voltar de um rolê da Europa e está escrevendo no outro blog dele, que é totalmente excelente, sobre os rolês boleiros que deu.

O blog por si só já é muito bom, ele conta sua busca pela “lenda das 1000 camisas”, cada dia posta uma camisa da coleção dele e conta a história do clube, da torcida, curiosidades.

Agora com esse rolê na Europa, tá contando algumas coisas também das cidades por onde passou e encontros que teve com jogadores sem querer.

Fora um quadrinho que ele achou por lá cujo personagem principal é um jogador veterano do Barcelona, fantástico!

Leiam clicando aqui, vale a pena.

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Vítimas da exploração

EXCELENTE artigo do amigo geógrafo, jornalista e técnico do nosso time na faculdade Paulo Fávero, publicado no Universidade do Futebol.

Vítimas da exploração
Jovens são tratados como mercadoria na ilusão de um dia serem profissionais do futebol
Paulo Miranda Fávero

Seja na infância ou na idade adulta, a exploração do jogador de futebol se dá por diversas maneiras. A noção de liberdade é uma ilusão necessária no capitalismo e o jogador não tem autonomia da escolha. Dentro do sistema Fifa, se ele quiser atuar profissionalmente, terá de fazer sob contrato de algum clube regularizado. Por isso existe um mercado paralelo para viabilizar esse sonho.
 
O jovem M. (o nome será omitido a pedido do próprio entrevistado) revela como funciona um esquema para profissionalizar atletas. No caso específico de M., foi pago R$ 3.000,00 para um ex-jogador fazer o processo de profissionalização. “Eu dei cópia dos meus documentos, foto e assinei os contratos da CBF. Não precisei fazer exame médico, foi tudo arranjado. Quem deu a grana foi um amigo, que acha que eu tenho condições e investiu em mim. Mas fazendo testes nos clubes, alguns moleques me falaram que dava para fazer tudo por apenas R$ 1.500,00”, conta.
 
M. tinha 25 anos na época, 1,76m de altura e pesava 52 quilos. Além de não ter o porte atlético para um jogador profissional, tem uma idade já avançada para iniciar uma carreira nos campos de futebol. “Neste mundo em que tudo se dá um jeitinho, sempre fica um fundinho de esperança. A gente vê tanto jogador ruim na TV que acha que consegue. Mas pensando racionalmente, eu acho que não tenho condições. Como um amigo se dispôs a pagar para mim, aceitei. E é assim que funciona”, comenta.
 
Mas quando M. quis disputar competições amadoras, que envolvem milhares de pessoas em todos os lugares, os famosos jogos de várzea, descobriu que não podia mais: ele era profissional. “Agora, para poder atuar nestes campeonatos, preciso pagar R$ 100,00, para fazer o que eles chamam de reversão, ou seja, voltar a ser amador”, explica. O registro de M. foi feito em um clube do interior paulista e seu nome saiu no BID, o Boletim Informativo Diário da CBF. E M. até indica o caminho para aqueles que sonham em se consagrar nos gramados. “Muita gente que eu troquei idéia faz um DVD com seus melhores momentos. Isso ajuda muito e o cara pode até conseguir uma transferência para o exterior”, diz.
 
 
Quanto os capitalistas precisam pagar para obter os direitos relativos à força de trabalho, e o que, exatamente, esses direitos abrangem? As lutas sobre o índice salarial e sobre as condições de trabalho (a extensão do dia útil, a intensidade do trabalho, o controle sobre o processo laboral, a perpetuação das habilidades etc.) são, em conseqüência, endêmicas com respeito à circulação do capital (HARVEY, 2005, p. 132).
 
 
É inevitável que em plena sociedade do espetáculo muitas crianças tenham a ilusão de um dia tornarem-se atletas de futebol. Como foi exposto, existe um mercado voltado para suprir as demandas pelos craques, mas que dá as costas àqueles que não deram certo na profissão. Harvey aponta que a força de trabalho é uma mercadoria, e assim também é qualificada como uma forma de propriedade privada. Mas num mundo em que ninguém pode atentar contra a propriedade privada alheia, o jogador, seja ele criança ou adulto, não tem direitos exclusivos de venda de sua própria força de trabalho, como qualquer outro trabalhador, e ele mesmo já se tornou uma mercadoria para ser consumida.
 
Hoje, muitos desses jogadores são como as vedetes citadas por Guy Debord: eles têm um papel a desempenhar e vivem na aparência. São o contrário do indivíduo e preferem ficar com a personagem de si mesmo. Quando olham para o espelho, preferem ser a imagem refletida, como nos aponta Lefebvre[1]. É uma vida aparente sem profundidade, mas eles se satisfazem por receberem o “direito de imagem” que o clube paga. “As pessoas admiráveis em quem o sistema se personifica são conhecidas por aquilo que não são; tornaram-se grandes homens ao descer abaixo da realidade da vida individual mínima. Todos sabem disso” (DEBORD, 2002, p. 41).
        
Na própria linguagem do futebol, os jogadores são considerados mercadoria: “(…) os demais agentes referem-se a eles, seguidamente, como mercadorias: ‘fulano custou x’, ‘com fulano o clube faturou x’, ‘fulano foi comprado por x, mas não vale y’ e assim por diante” (DAMO, 2005, p. 340). Até quando a sociedade irá olhar para isso como se nada estivesse acontecendo?
 
 
Bibliografia
 
DAMO, Arlei Sander. Do Dom à Profissão. Uma Etnografia do Futebol de Espetáculo a Partir da Formação de Jogadores no Brasil e na França. 2005. 435 f. Tese (Doutorado em Antropologia Social) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, 2005.
 
DEBORD, Guy. Sociedade do Espetáculo. Comentários Sobre a Sociedade do Espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
 
HARVEY, David. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005.
 
 
*Paulo Fávero é jornalista, geógrafo, mestrando em Geografia Humana na FFLCH-USP com apoio do CNPQe pesquisador do Gief (Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre o Futebol).


[1] Informação extraída de uma tradução não-oficial do capítulo O Espaço Contraditório, do livro A Produção do Espaço, de Henri Lefebvre.

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Passa Palavra 5

O Passa Palavra continua com seu Especial Futebol e Política.

O texto, dessa vez, é assinado por Tatiana Melim e trata da relação entre mídia e torcida.

Leia aqui.

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Violência no futebol em números

Fora algumas babaquices no fim do texto como ligar a venda de cerveja à violência de forma direta, o estudo parece ser interessante e importante. Até por mostrar que a violência acontece na maioria dos casos entre gente que não é considerada “marginal” por seu histórico, seja lá o que isso signifique na cabeça desses sociólogos.

Vale a pena ler.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/07/19/ult5772u4685.jhtm

19/07/2009 – 13h35
Brasil lidera ranking de mortes em confrontos no futebol, aponta estudo

Elaine Patricia Cruz
Da Agência Brasil

Nos últimos dez anos, 42 torcedores morreram em conflitos dentro, no entorno ou nos acessos aos estádios de futebol. Os dados foram contabilizados e estudados pelo sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universo, Maurício Murad, baseado em dados fornecidos por jornais, revistas e rádios das principais cidades do país entre os anos de 1999 e 2008. As informações foram mais tarde checadas nos Institutos Médico Legais (IMLs) e nas delegacias de polícia das cidades onde as mortes ocorreram.

“Quando começamos a fazer o levantamento, o Brasil estava em terceiro lugar na comparação com outros países no número de óbitos. A ordem era Itália, Argentina e Brasil. Hoje, dez anos depois, o Brasil conquistou o primeiro lugar. É uma conquista trágica, perversa”, afirmou o professor.

Segundo ele, essa constatação deveria ser uma grande preocupação para um país que vai abrigar um grande evento como a Copa do Mundo de 2014. “Essa violência é uma preocupação para a Copa porque, de todos os problemas que a Fifa [Federação Internacional de Futebol] acompanha, e de tudo o que o caderno de exigências para a Copa do Mundo determina, a segurança pública é um dos principais. O problema da segurança pública é da maior importância para a Copa do Mundo.”

O fato do Brasil estar ocupando o trágico primeiro lugar no número de óbitos em conflitos de torcedores deve-se, segundo o professor, ao fato de não ter ocorrido aqui uma reação a esse tipo de violência, tal como fez a Itália, promovendo reformas na legislação até para punir os dirigentes que incitam a violência. “No Brasil, infelizmente, não houve reação satisfatória e consistente”, concluiu.

Um outro dado alarmante da pesquisa, segundo o sociólogo, é que a proporção dos óbitos vem aumentando nos últimos cinco anos. Se no período de dez anos a média é de 4,2 mortes a cada ano, no período entre 2004 e 2008 o número de mortos totaliza 28 -uma média de 5,6 mortos por ano. A proporção é ainda bem maior se contabilizados apenas os dois últimos anos: 14 mortes ocorreram entre 2007 e 2008, uma média de sete mortos por ano.

“Significa não só que a soma dos óbitos é uma coisa preocupante, alarmante e que tem que ser vista, estudada e contida, como também que a proporção, nos últimos dez anos, é crescente e, portanto, muito mais preocupante”, definiu.

Mas a violência não é algo típico apenas do mundo esportivo. “Cresceu a violência no futebol porque cresceu a violência no país. E cresceu a violência no país porque a impunidade e a corrupção são cada vez maiores”, concluiu o sociólogo.

Além do crescimento do número de mortos em conflitos esportivos nos últimos anos, a pesquisa também verificou mudanças na forma dessa violência. Se antes as mortes ocorriam por quedas ou brigas, hoje elas ocorrem geralmente por armas de fogo.

Outro dado novo que foi observado nos últimos anos de pesquisa é a marcação dos conflitos e das tocaias contra grupos de torcedores rivais por meio da internet e do site de relacionamentos Orkut.

A maior parte dos mortos, de acordo com a pesquisa, era composta por jovens entre 14 e 25 anos, de classe baixa ou média baixa, com escolaridade até o ensino fundamental e, em geral, desempregada. E também foi constatado que, em grande parte, esses torcedores não eram ligados a práticas de violência.

“Em quase 80% dos óbitos, as pessoas não tinham nenhuma ligação com setores violentos ou delinquentes de torcidas organizadas. Apenas em 20% é que os óbitos eram de pessoas ligadas a grupos de vândalos”, afirma Murad.

Segundo ele, o futebol reproduz de forma cruel e perversa a situação do país, onde a violência é crescente e vitimiza muito mais as pessoas não ligadas aos grupos delinquentes. “Uma morte já é gravíssima, mas a morte de um inocente, que não está ligado a práticas de violência e que foi ao estádio para se divertir e que foi com sua família para torcer pelo seu time é muito mais grave”, ressalta.

A pesquisa de Murad propõe como soluções de combate a essa violência nos esportes, no curto prazo, ações mais repressivas tais como a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios; o controle da venda de ingressos, proibindo a ação de cambistas, e o aumento da oferta do transporte coletivo principalmente na saída dos estádios.

“Chegar aos estádios, cada um chega mais ou menos numa hora, mas sair, sai todo mundo junto. Ali é que mora o perigo. E quanto mais rápido a multidão escoar, menor é a possibilidade de violência, de roubo e de brigas”, conclui.

As ações mais efetivas para o combate à violência, no entanto, são as de médio e longo prazo. Aqui, Murad cita como soluções as campanhas educativas que possam voltar a atrair as famílias para os estádios. “É preciso aumentar, com ingressos promocionais, a ida de mulheres, famílias e de pessoas da terceira idade e de crianças aos estádios porque esses grupos naturalmente neutralizam e isolam esses grupos violentos”, afirmou.

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Corinthianos e palestinos

Do blog do Torero:

Corintianos e palestinos

Recebi este email da Frente em Defesa do Povo Palestino e repasso-o aos corintianos que lêem este blog.

“Aos torcedores do Corinthians

A Frente em Defesa do Povo Palestino, que reúne mais de 50 entidades da sociedade civil brasileira, apoia e vê com muitos bons olhos a ida do Corinthians à cidade palestina de Ramallah, na Cisjordânia, para participar de jogo contra o Flamengo. Levar o esporte para uma zona de conflito e território ocupado, onde seus habitantes não têm garantidos seus direitos fundamentais, é uma iniciativa louvável.

A Cisjordânia – ao lado da faixa de Gaza e de Jerusalém Oriental – permanece ocupada pelo Estado de Israel desde 1967, uma ação ilegal, como reconhece a própria ONU (Organização das Nações Unidas). Ali, as crianças não podem estudar ou jogar bola livremente, pois, além de correrem riscos, são submetidas a bloqueios e mesmo toques de recolher que buscam determinar o curso de suas vidas. Mesmo assim, admiram e conhecem os jogadores brasileiros, que podem trazer alguma alegria a vidas em que a normalidade do cotidiano tem sido roubada.

Acreditamos que, além disso, o jogo Corinthians x Flamengo pode voltar os holofotes para o problema palestino e pressionar a uma solução justa. Assim, pleiteamos a que não permitam que a direção do clube ceda a eventuais pressões para que o mesmo jogo ocorra também em Israel, o que seria como igualar opressor e oprimido. E impedir que o futebol – que já parou até guerra – cumpra sua função social de fato. A torcida do Corinthians tem um papel importante para que seu time, que historicamente tem sido o time da massa, que prima pela democracia e liberdade, se recuse a jogar em Israel, enquanto este mantiver a ocupação criminosa sobre os territórios palestinos, que tem feito milhares de vítimas.”

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Passa Palavra 3 e 4

Fechando o Especial Futebol e Política, o Passa Palavra publicou os dois últimos textos sobre esta intrínseca relação.

O terceiro, “Futebol de Várzea – caminhos de insubordinação”, é assinado por Rafaaa e versa sobre a organização varzeana e seus princípios de solidariedade.

Leia aqui.

O quarto, “O Futebol-Empresa”, é de autoria de Tiago Ripa e é uma análise soberba e substancial sobre os rumos do futebol brasileiro cada vez mais subjugado ao mercado financeiro internacional.

Leia aqui.

Se o Especial termina, no entanto, é só por enquanto. Com a Copa de 2014 no horizonte, não faltarão oportunidades de se discutir futebol e política no Brasil e no mundo.

Que a iniciativa do Passa Palavra, portanto, não definhe esquecida por estes rincões virtuais. Se depender do Vai, Lateral!, estaremos sempre vivos.

E, quiçá, cada vez mais fortes.

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Gaviões da Fiel, 40 anos

Pretendia escrever um texto sobre os 40 anos da Gaviões.

Porém, após ler o do Filipe no AnarCorinthians, descobri ser desnecessário.

Segue a reprodução do texto dele, simplesmente fantástico.

E VAI CORINTHIANS!

Nós Somos os Gaviões

Os primeiros uniformizados e organizados do Sport Club Corinthians Paulista chegaram às Arquibancadas deste mundão quando os Gaviões sequer sonhavam em existir.
Era a molecada na Ponte Grande, com as camisas com o círculo bordado, ou um pedaço redondo de pano costurado sobre o pano da camisa.
Depois, na Torcida Corinthiana, chegou o charuto como um símbolo.
José da Costa Martins, um dos primeiros veteranos na Torcida do Clube do Povo ainda jovem – estamos aqui na década de vinte… -, mas já Grande e Altaneiro, foi quem levou charutos no bolso, em uma tarde, para o jogo.
Daí o Coringão marcou o gol, e ele acendeu um charuto.
E ofereceu os outros para quem estava ao lado. Só que o pessoal deixava apagar.
Coringão marcou mais um; o pessoal acendeu todos os charutos, comemorando. E deixaram apagar de novo. No final, todos acenderam para comemorar a vitória…
Neste dia nascia uma mania entre os Corinthianos, um hábito festeiro a mais. Que logo se espalhou pelo estádio todo, e se transformou em Símbolo da Torcida, o charuto. Era tempo de Neco, Amílcar, Peres, Grané, Del Debbio…

Martins contou certa feita, já velhinho, um ancião do Corinthianismo: “Era um jogo importante, no tempo do amadorismo. Neco não estava escalado. Estranhamos, os tocedores reclamaram. Fomos perguntar o que estava acontecendo. Sabe o que era? Neco estava atrasado com o pagamento das mensalidades – três meses! Não ia jogar porque não estava com os recibos em dia. Não tivemos dúvida: cada torcedor enfiou a mão no bolso, fizemos um rateio, pagamos a dívida e ainda sobrou algum. Neco recebeu a camisa e jogou tudo o que sabia. Já imaginou uma coisa dessas?”

Como se vê, os Gaviões da Fiel já existiam desde a década de vinte.
Apenas não eram os Gaviões da Fiel, de Flavio La Selva eJoca, com as bandeiras, os instrumentos, os rojões.
Que tiveram a influência do veteraníssimo nadador doCorinthians, da época dos cochos e do rio borbulhante de saúde. Era o Tantã, Francisco Piciochi, calabrês sempre bem alinhado. Na década de sessenta já ia de muletas ao Pacaembu. Foi um dos que quebraram a Sede da rua José Bonifácio em 1933… E tiveram a grande influência Corinthianista de Elisa, a Mãe Preta da Fiel
Influência também de todos os que estiveram e estão sempre presentes, a Família Corinthiana
Junto de nós, sempre, os fantasmas da Ponte Grande e do velho Alfredo Schürig, Família; e isso todo Gavião tem que ter em mente.

Nós, os Gaviões, somos o que podemos chamar de milícia, uniformizada, independente, e desarmada. Nossa arma é nossa voz.
Tentam nos tirar tudo; faixa, bandeira, instrumentos. Continuamos ali.
Pois ali também estão estes fantasmas, estes Anjos da Guarda.

Nos jardins do Corinthiansexistem monumentos.
Um a Manuel Nunes, oCorinthians encarnado. E outro à Fiel Torcida. Razão de ser do Sport Club Corinthians Paulista. E todo Corinthiano, por mais que torça o nariz, entende a importância que os Gaviõestêm na Arquibancada.
Os Gaviões têm seu ninho em qualquer Arquibancada do mundo.
Lealdade, Humildade e Procedimento são valores que ninguém consegue desvirtuar. Às vezes até se ausentam, às vezes até se pode esquecer. Mas eles continuam firmes e fortes em nossos Corações.
Pois o CORINTHIANS é a razão de ser de tudo isso.

40 ANOS
de Corinthianismo


A vida institucional dos Gaviões da Fiel lembra, e muito, a infância do Clube, que este blogue tenta resgatar.
Do dia 1º de julho de 1969 até meados de 1972, a Sede mudou da rua Frederico Steidel para a Sete de Abril, depois rua Aurora, em um período de graves ameaças.
Os Gaviões nasceram pra poder reivindicar os direitos daFiel que paga ingresso sem parar…
Regalias, dinheiro, teto, tudo o que poderia roubar a independência da Torcida, foi recusado, e seguiu sendo.
Em 72, finalmente, a rua Santa Ifigênia. Uma Sede com horário de funcionamento. Um espaço para reuniões. OsGaviões cresceram enquanto Torcida.
Em 1975, aprofundando os laços de amizades, criou-se o Bloco Carnavalesco. Campeões em 76, 77, 78, 79…
Veio a Escola de Samba. O Jornal O Gavião. E os Gaviõesvoltam o Corinthians ao Bom Retiro, bem perto de onde durante todo o mês maio de 1910, numa praia do rio, se pôde ver o rastro do Cometa riscando o céu…

São quarenta anos de Corinthianismo…
Completos hoje, em um dia de LUTA!
Um dia de GUERRA, como gostamos, Família!
PARABÉNS, GAVIÕES!!!
VAI CORINTHIANS!!!

Que os Antigos Gaviões nos guiem sempre
SARAVÁ SÃO JORGE
ASÈ

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